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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

7 mudanças para fazer no orçamento nos próximos meses

Juliana Américo Lourenço da Silva

Ainda que janeiro esteja perto do fim, ainda dá tempo para reavaliar as contas e gastos e planejar as finanças para o restante do ano. O site LearnVest listou algumas mudanças e o portal InfoMoney ouviu o especialista Reinaldo Domingos para saber quais alterações devem ser feitas no orçamento para alcançar objetivos financeiros e não deixar necessidades, como investir em aposentadoria, de lado. Confira:

1- Aposentadoria: aumente suas contribuições para uma futura aposentadoria, para garantir que você tenha uma boa quantia quando precisar. O educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, recomenda analisar o quanto se ganha e por quanto tempo se pretende manter o padrão de vida atual para escolher o melhor plano de previdência.

2- Plano de Saúde: caso você não tenha um, considere contratar uma operadora de plano de saúde, pois dessa forma é possível economizar em despesas médicas. Domingos lembra que os gastos com a saúde aumentam junto com a idade, por isso vale procurar um plano que caiba no bolso e atenda às necessidades do usuário.

3- Economia: procure guardar uma quantidade de dinheiro todos os meses. "O importante é criar o hábito de guardar dinheiro", explica o educador, e de preferência que não seja o que sobra do mês, pois dessa forma dificilmente irá sobrar. Domingo recomenda que separe o valor desejado assim que você receber o salário, evitando com que a quantia faça parte das contas do mês.

4- Emergência: tenha sempre um dinheiro extra para emergências, de preferência uma quantia equivalente a seis meses da renda atual. Se for possível, estenda o valor para até 12 meses de salário, aconselha o educador.

5- Gastos: reveja as contas do ano anterior e identifique quais foram os maiores gastos. No entanto, o especialista sugere identificar todos as contas. "Os pequenos gastos são os mais importantes para manter um orçamento saudável", explica, pois é onde as pessoas costumam se descontrolar na economia.

6- Cortes: avalie se existe a possibilidade de reduzir ou cortar gastos. Prefira cortar os gastos em excesso, de acordo com o educador, em média, uma família utiliza do orçamento 26% com gastos em excesso por mês.

7- Descontos: verifique se você se qualifica para receber algum tipo de desconto para empregados do seu trabalho, do seguro, associados de algum grupo e até sites de descontos. "É interessante buscar novos caminhos para economizar, porém é preciso tomar cuidado para não comprar o que não precisa", afirma.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Planilha ou Software? Quero controlar meus gastos, o que utilizar?

“não basta ter o melhor software se você não encontrar tempo para alimentá-lo com dados, muito menos ter uma planilha fácil de utilizar, que não lhe traga informações uteis.”

Darlon Fernando Schulz

Falando um pouco mais sobre finanças pessoais, hoje vamos abordar um pouco sobre como melhorar seu controle financeiro, ou seja, para você que já começou a tomar nota de suas despesas e anotá-las em uma planilha ou mesmo em uma listagem manuscrita, dou-lhe os parabéns. Se você ainda não começou, recomendo que leia os artigos anteriores e comece agora mesmo.

Digo isso, pois em tudo que fazemos, sempre podemos (e devemos) avançar e ser aperfeiçoados, então, a fim de melhorar vamos agora sugerir itens que podem contribuir na melhora dos controles financeiros.

Controle em Planilhas

Existem algumas dezenas de planilhas pela internet, é claro que algumas delas sãos ruins, mas outras muito boas, inclusive gratuitas, que permitem controlar receitas, despesas, sendo que algumas auxiliam até no controle de contas a pagar e a receber além de permitir criar e acompanhar um orçamento.

Planilhas são um bom item para quem gosta de Excel pois, para aqueles que tem razoável domínio da ferramenta, podem personalizar as planilhas baixadas, melhorando-as e adaptada-las a sua realidade, permitindo facilitar seu controle.

Softwares

Com relação a geração de informações, um bom software sempre gerará informações mais completas do que uma planilha, porém os dados solicitados e tempo exigido para a manutenção normalmente será maior. Particularmente, utilizo um sistema de controle de finanças, o qual considero bom, denominado JFinanças Pessoal 2010.

Considero esse software bom, pois o mesmo permite controle de:

  • contas a pagar e a receber;
  • parcelas;
  • analise de orçamento (orçado x realizado / pagar e receber x pagas e recebidas);
  • relatórios de movimentações por tipo de gasto ou receita e por clientes e fornecedores.

O sistema permite ainda controle de cartões de crédito, todavia considero que este ultimo poderia ser melhorado em alguns aspectos, como por exemplo na geração de contas a pagar automático no fechamento da fatura.

Vale aqui ressaltar que existem muitos outros softwares que possuem as mesmas características ou até superiores, o fato que você sempre deve levar em conta antes de escolher seu software é a relação custo beneficio.

O que escolher?

Entre escolher um software ou uma planilha para controle financeiro, como experiência pessoal de controle prefiro um bom software, todavia uma planilha pode muitas vezes ser mais interessante devido a facilidade de utilização e menos burocracia no momento de inserir dados. Eu diria que você deve escolher aquilo que lhe dará boas informações e que a inserção de dados seja àquela que você consiga realizar, ou seja, não basta ter o melhor software se você não encontrar tempo para alimentá-lo com dados, muito menos ter uma planilha fácil de utilizar, que não lhe traga informações uteis.

Lembre-se, em tudo que fazemos deve haver equilíbrio, portanto busque a maneira de controle que lhe proporcione a informação de que precisa (ou busca) com a menor custo e maior facilidade de utilização.

Abaixo seguem dois links que podem auxiliar na escolha:

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Finanças Pessoais – Bases para um bom orçamento!

“A elaboração do orçamento deve condizer com a sua realidade, ou seja, no mesmo devem ser estabelecidas metas, porém essas metas devem ser possíveis de ser alcançadas.”

Darlon Fernando Schulz

Como foi relatado no primeiro artigo a respeito de Finanças Pessoais, para ser possível gastar menos do que se ganha é necessário primeiramente saber quanto exatamente ganhamos e quanto gastamos. Após ter uma lista detalhada do que gastamos começamos a eliminar itens supérfluos ou que percebemos ser desnecessários no momento da aquisição. Após isso, já se pode estabelecer metas que constituem as bases para um bom orçamento.

Estabelecendo Metas

Para alcançar o que se deseja, sempre é importante estabelecer metas e, com um orçamento não é diferente. Mas além disso, um bom orçamento deve também condizer com a sua realidade, ou seja, no mesmo, devem sim, ser estabelecidas metas, porém essas metas devem ser possíveis de ser alcançadas.

A titulo de exemplo, se o e seu salário atual é de R$1.000,00, no seu orçamento para acompanhamento das entradas de recursos (Receitas) você deve ser, a principio pessimista, isto é, estabelecer no mesmo os R$ 1.000,00 atualizado pelo índice médio de aumento de sua categoria trabalhista.

Outro ponto, se no levantamento você observou que seu gasto médio com combustíveis é de R$ 200,00 e considera esse valor alto, verifique de maneira prática como pode diminuir esse gasto e então estabeleça no seu orçamento o valor a que chegar, todavia, não basta simplesmente estabelecer uma meta de R$ 150,00 sem um planejamento, pois isso somente gerará frustração e descontrole financeiro, caso não consiga alcançá-la.

Onde ficam meus sonhos em tudo isso?

Você pode estar pensando – “então não posso sonhar?” – é claro que pode, eu diria que deve sonhar e ainda “colocar no papel” todos os seus sonhos, pois escrevendo cada um deles (os de curto e de longo prazo) se sentirá motivado, a cada leitura, a seguir em frente. Inclusive são seus sonhos que lhe farão cortar despesas, montar e seguir seu orçamento, que de certa forma, apesar de ser também uma meta, esse orçamento constitui um importante mecanismo para tornar possíveis alcançar suas metas (sonhos).

Por fim, gostaria de enfatizar que o orçamento deve ser realista e embasado em fatos concretos, pois alçar metas muito difíceis de ser alcançadas, trarão desânimos, pois não será possível atingi-las.

Lembre-se, sonhe alto e estabeleça metas que sejam alcançáveis e te levem a alcançar esses sonhos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Jogo de Facebook que simula bolsa dá dinheiro real a usuários

Pedro Carvalho

“Minha rentabilidade na última semana foi negativa em 3,8%, devido à crise dos países da zona do euro”, diz Clayton Cabral, 26 anos, morador de Vila Velha (ES). Parece papo de investidor de bolsa de valores – e é quase isso. Clayton é usuário do Dosh, um jogo de Facebook que simula os pregões da Bovespa, Nasdaq (de empresas digitais) e NYSE (em NY). Na brincadeira, a subida e descida das ações são reais, mas o dinheiro é fictício. Os usuários com bom desempenho, porém, são presenteados com dinheiro de verdade – e Clayton já ganhou R$ 369 nessa.

Inventado por brasileiros, o Dosh entrou no ar em abril, tornando-se o primeiro simulador de bolsa feito para uma rede social – no caso, o Facebook. Já conta com 42 mil usuários ativos. O aplicativo reproduz a rotina de um “home broker” real, dando ao jogador a chance de juntar, numa mesma carteira de ações, papéis operados em bolsas diferentes – assim, os internautas podem apostar em companhias com grife e charme no mercado, como Apple, Google, IBM e outras.

A opção “cash in”, que troca desempenho por dinheiro real, foi incorporada ao jogo – gratuito, diga-se – há um mês. Desde então, Rafael Gazzinelli, 22 anos, estudante de Estatística na Universidade de Brasília e um dos usuários mais competitivos do Dosh, já ganhou R$ 467. “Acredito que não exista uma formula secreta para se dar bem”, diz. “Eu acompanho as notícias das empresas e aprendo sobre análises técnicas”. Clayton concorda e reforça: “informação, no mercado financeiro, é tudo”.

Uma das sacadas do aplicativo é incorporar elementos de redes sociais ao “pregão”, como bate-papo online e a possibilidade de “seguir” alguém com bons resultados. Dessa forma, a pessoa seguida passa a administrar parte dos seus Reais Doshs, o dinheiro fictício do jogo, que vale R$ 0,02 cada unidade na cotação de hoje. E é a interação entre seguidores e seguidos que permite – aos seguidos – faturar dinheiro de verdade.

Para conseguir lucrar, os jogadores precisam acumulam “Taxa de Performance”, através da gestão de parte dos recursos dos seguidores. Uma fatia dos ganhos obtidos acima do Ibovespa fica para esses administradores, que podem optar ou não por sacar o valor, de acordo com o câmbio Dosh do dia. “Esse mecanismo é parte de uma tendência conhecida como sites ‘GetPaidTo’ ou ‘GPT’, que está em expansão na internet mundial”, afirma André Fonseca, sócio da ZukFab, empresa que criou o Dosh.

A ZukFab, no momento, é patrocinada por duas corretoras de valores, a ICap e a Ativa. Dentro do jogo, o usuário encontrará propagandas e sugestões de produtos financeiros dessas empresas. “Já geramos clientes para eles, jovens que tiveram contato com a bolsa através do jogo”, diz Fonseca. Outra fonte de receita da ZukFab é uma lojinha, com canecas e outros itens do Dosh. No futuro, a companhia pretende também cobrar por serviços especiais do Dosh, como gráficos mais complexos para acompanhar o mercado.

O fator medo

Como boa parte dos usuários de redes sociais é jovem, o Dosh pode cumprir o papel de apresentar a eles as possibilidades do investimento em ações. “Meu primeiro contado com o mercado financeiro foi através do jogo, ele da confiança para partir pro investimento real”, diz Gazzinelli. “Ainda não invisto na bolsa, mas pretendo investir em breve”, Clayton faz coro. Mas, quando alguém passa do simulador para o pregão de verdade, é claro, nem tudo permanece igual.

“É ótimo que um jogo desmistifique a linguagem econômica e faça as pessoas perderem o medo da bolsa”, diz Angela Menezes, professora de finanças do Insper. “Mas, no mundo real, elas não podem se limitar a essas informações que obtiveram até então – precisam conhecer as empresas, entrar nos sites delas, ler os balanços, acompanhar o noticiário econômico”, diz. E cita outro fator: na mercado, será necessário ter sangue frio.

Com dinheiro de mentira, o fator medo fica de fora da brincadeira, permitindo que os jogadores assumam posturas mais agressivas. Os entrevistados para essa reportagem disseram operar em “day trade”, ou seja, buscam lucros com as oscilações diárias do pregão. “Normalmente, ações são um investimento de longo prazo”, diz Angela. “É preciso ter calma para não se estressar com as variações, nem se desesperar e vender os papéis quando ocorre uma queda”, completa.

Para saltar ao mercado real, a primeira dica da especialista é conhecer seu perfil de investidor – e respeitá-lo. “Os bancos têm simuladores onde você descobre a que perfil pertence: agressivo, conservador etc. Vale consultar”, afirma. Para ela, o momento de instabilidade não deve desestimular quem pensa em entrar na bolsa – ao contrário, as ações baratas podem representar oportunidades. Nunca, contudo, pode-se esquecer da essência dos negócios com ações. “O risco é alto, e pode-se perder muito dinheiro de verdade”, diz.

Fonte: iG São Paulo

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Comprar casa para morar ou alugar pode ser um bom negócio

Olívia Alonso

Em diversas cidades brasileiras, o aumento dos preços dos imóveis virou conversa de bar. “Quando encontrava os amigos, alguém acabava comentando sobre a vontade de mudar de casa ou de comprar um apartamento e reclamava dos preços altos em diversas cidades,” diz a economista Rafaela Laguna, de 30 anos. De fato, os preços de casas e apartamentos subiram em várias regiões do Brasil, puxados principalmente pelo fácil acesso ao crédito e o crescimento econômico do País. Mas, agora que o momento de disparada passou, as perguntas são outras: “Será que os preços vão continuar subinto tanto? Esse é um bom momento para comprar imóveis?”.

Para especialistas, o mercado imobiliário brasileiro chegou a um equilíbrio. “Atingimos patamares de comercialização equilibrados com a situação do País e a níveis de preços equilibrados com o bolso do consumidor,” afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP. Depois do forte crescimento do setor em 2010, agora o momento é de acomodação, acrescenta Ricardo Almeida, professor de Finanças do Insper. Segundo ele, isso é resultado dos esforços do governo para a contenção do crédito na economia para o controle da inflação. “Os preços dos imóveis sobem conforme a concessão de crédito,” afirma.

A acomodação do mercado imobiliário não quer dizer, entretanto, que os preços vão cair. Assim, não vale a pena ficar esperando uma bolha para comprar o tão sonhado apartamento. “Quem ficar esperando uma bolha estourar por quatro anos, terá morado mal por quatro anos,” diz Almeida.

Também pode valer a pena, em alguns casos, comprar um segundo imóvel para alugar para terceiros e ter uma renda extra, ou então pensando na aposentadoria, segundo os especilistas. "Muitas pessoas se sentem confortáveis em aplicar em bens tangíveis, como os imóveis, então, nestes casos, pode ser uma boa compra," diz Nélson de Souza, professor de Finanças do Ibmec.

Por outro lado, não é aconselhável comprar imóveis como especulação, com o objetivo de vender e ganhar dinheiro com uma eventual valorização. Na avaliação dos especialistas, há melhores opções de investimento, como por exemplo os fundos imobiliários, títulos do Tesouro Direto, ou mesmo ações na bolsa de valores. "A menos que o investidor perceba que há uma boa expectativa de crescimento na região do imóvel, não creio que terá uma valorização muito expressiva," afirma Souza.

A expectativa dos especialistas é que os valores dos imóveis acompanhem a inflação de agora em diante. “Devem subir um pouco acima, como tradicionalmente acontece no mercado de imóveis. Será uma acomodação direcionada para cima,” afirma Crestana.

Preços em leve alta

A queda dos preços não deverá acontecer, segundo os especialistas, porque ainda há crédito disponível, - apesar da desaceleração - a um valor acessível. “É possível tomar dinheiro a uma taxa de juros de 9% ao ano e, ao mesmo tempo, investir parte do capital e obter um rendimento de 10% ao ano,” diz Souza.

Além disso, as construtoras seguem fazendo lançamentos e também há uma grande procura por novas casas. O que deve continuar puxando a demanda, segundo os especialistas, é o “desejo da casa própria”. “Há milhares de famílias brasileiras sedentas por bons imóveis,” diz Almeida. “O sonho de morar bem é prioridade para a maioria dos brasileiros,” acrescenta Crestana.

Segundo o presidente do Secovi-SP, cerca de 80% dos imóveis novos brasileiros valem entre R$ 150 e R$ 300 mil. Nesta faixa, há um enorme deficit habitacional no País, estimado em cerca de 6 milhões de unidades. “Uma parte são pessoas que moram inadequadamente e uma parte em coabitação, que são aquelas que vivem com parentes ou amigos,” diz Crestana.

Além deste deficit, cerca de 1,2 milhão de novas famílias demandam novas residências todos os anos. Como os números são grandes, durante muitos anos ainda haverá um saldo habitacional deficitário no Brasil, segundo os especialistas. “A minha expectativa é que o País consiga fornecer casas para os novos (1,2 milhão) e, aos poucos, cobrir essa falta. Calculo entre 6% e 8% ao ano,” diz Crestana. Assim, serão necessários pelo menos 10 anos para zerar a conta.

Os especialistas descartam também que haverá uma grande oferta de imóveis de investidores que tenham comprado apartamentos esperando um ganho com valorização. “Quem compra para investir está no topo da pirâmide. São pessoas que geralmente não têm pressa para vender e, ainda que vendam sem grandes ganhos, de forma alguma caracterizam uma tendência,” diz Crestana. “Em geral, a pessoa física reluta muito para vender um imóvel com prejuízo,” acrescenta Almeida.

Pós-boom

Desde a crise de 2008, o governo passou a adotar práticas de conceder mais crédito. No passado, os bancos estatais facilitaram ainda mais os empréstimos para fins imobiliários, tanto para construtoras, como para compradores, segundo o professor do Insper. “O crédito subiu de algo em torno de 18% [do Produto Interno Bruto – PIB] em 2004 para perto de 45% em 2010,” diz Almeida.

O presidente do Secovi acrescenta que 2010 foi o ano em que as empresas voltaram a oferecer muitos imóveis – depois de terem reduzido as obras e cortado equipes após a crise de 2008. “As famílias voltaram a querer comprar e as empresas, por sua vez, viram que as consequências da crise não seriam tão sérias e voltaram a construir,” diz Crestana.

Em 2011, no entanto, a preocupação com a inflação entrou em cena e a situação mudou. A regra passou a ser a tentativa de desaceleração da economia. “Já estamos vendo um crescimento menor do crédito,” comenta Almeida. O mercado imobiliário refletiu a mudança.

Em São Paulo, por exemplo, o número de vendas de imóveis novos caiu 34,3% nos primeiros cinco meses de 2011 em relação ao mesmo período de 2010, segundo dados do Secovi-SP. Enquanto isso, o número de lançamentos cresceu apenas 0,8% na mesma comparação.

Regiões

Os especialistas acrescentam que, apesar de ser possível identificar uma tendência de acomodação com leve alta no mercado imobiliário brasileiro, cada região tem suas particularidades. Assim, sempre é possível que investidores encontrem seus “achados”, e consigam comprar imóveis que terão valorizações altíssimas em pouco tempo. "É preciso ver a tendência da cidade, do bairro. Há regiões, como nos Jardins, em São Paulo, em que há vetores de crescimento," diz Souza.

“Em alguns lugares, ainda há espaço para os valores dos imóveis subirem com mais intensidade,” acrescenta. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, vive um momento diferente das outras capitais brasileiras em função dos Jogos Olímpicos de 2016, que acabam causando um alvoroço no mercado, segundo o professor do Ibmec. “Além disso, diversas empresas estão comprando imóveis para seus executivos, o que também contribui para elevar os preços na capital carioca”.

Ao mesmo tempo, também pode acontecer uma queda de preços em algum local. “Em alguma cidade que tenha a economia muito concentrada em alguma atividade específica, por exemplo, é possível que o desaquecimento desta atividade pressione o mercado imobiliário”, diz Almeida, do Insper. Outro exemplo de particularidade é Goiânia. A capital de Goiás teve um processo de valorização imobiliária um pouco mais atrasado e ainda poderá vivenciar uma alta de preços.

Fonte: iG São Paulo

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Da brincadeira para o mundo real da bolsa de valores


Entender o funcionamento da bolsa de valores e decidir entre as melhores opções de investimento no mercado financeiro pode ser uma tarefa mais fácil do que parece. Jogos online, simuladores, a compra de uma camiseta ou até tomar cerveja estão entre as possibilidades para os iniciantes começarem a se familiarizar com esse universo.

De forma divertida é possível conhecer o mercado de ações e ter uma base para realmente se fazer aplicações em renda variável. "A ideia é sentir o clima, como se estivesse dentro da bolsa. Quando sair dessa condição de experiência vai poder encontrar um ambiente parecido na hora de investir", explica José Alberto Netto Filho, professor de Educação Financeira da BM&FBovespa.

Uma dessas ferramentas é o SimulAção, simulador que reproduz o funcionamento a bolsa de valores em que o usuário cadastrado usa o programa para se conectar com o pregão. O simulador é igual ao sistema de negociação eletrônico oferecido pelas corretoras aos investidores reais - o home broker. Com ele é possível comprar e vender papéis cotados na BM&FBovespa com apenas 15 minutos de atraso do que se passa no pregão real.

O SimulAção é gratuito e tem 92 mil usuários inscritos, dos quais 6% deles se tornaram investidores reais em renda variável. "Com esse tipo de instrumento o interessado pode descobrir quando é o momento de comprar, vender, como diversificar a carteira de ações e criar a cultura de bolsa para se tornar um investidor", diz o pesquisador do Instituto Assaf, de análises e pesquisas econômicas, Fabiano Guasti Lima.

Para quem gosta de redes sociais, o Facebook oferece o Dosh, um jogo sobre mercado financeiro cujo objetivo é negociar papéis de uma empresa específica na bolsa. O participante ainda pode interagir com outros investidores. O Dosh apresenta ainda um campo para apostas sobre qual será a pontuação da BM&F Bovespa no próximo pregão.

Os amantes de futebol também contam com um jogo que mistura o tema com a bolsa de valores. No jogo online gratuito Futbroker, o usuário pode aplicar em ações de jogadores e técnicos de diversos times nacionais e operar assim em uma espécie de bolsa do futebol.

Mas esse tipo de experiência vai além. Há sites de compra online e até um bar que funciona em um esquema semelhante ao mercado financeiro onde o preço de seus produtos são negociados.

O site de venda de camisetas I Love Trade, da empresa de cursos de análise técnica para investidores Leandro & Stormer, vende camisetas temáticas para amantes da bolsa de valores. Os preços dos produtos acompanham a demanda: quanto mais vendida, mais o preço da camiseta sobe, como um ativo na bolsa.

E para quem prefere aprender sobre o mercado no happy hour, a opção em São Paulo é o Wall Street Bar, onde o sistema de cotação de preços é destinado às bebidas. No local, o consumidor pode ver na tela qual o preço do produto, se está em alta ou baixa e fazer o pedido pelo monitor, que fica na mesa.

"É bem parecido com o mecanismo da bolsa. É diversão garantida para quem gosta, para quem quer conhecer e se entreter", afirma Artur Renato Araújo da Silva, de 31 anos, analista de sistemas, investidor e frequentador do bar.

Na mesma mesa, a professora de inglês Ecleia Fernandes Araújo da Silva, 34 anos, achou, num primeiro momento, os números do telão confusos, mas ao mesmo tempo desafiadores. "Me senti dentro da bolsa. E quando de se olha os preços, o seu objetivo é sempre levar vantagem", diz a professora. Mas a companheira de happy hour, a profissional de marketing Fabiana Neves, 35 anos, não se sente tão confortável com as oscilações de preços: "Correr riscos não é para mim".

Para os especialistas, o importante para quem quer partir para esse tipo de investimento é procurar adquirir experiência e não ficar apenas no virtual. "Tem que fazer anotações do que deu certo e errado, buscar informações e até cursos para se aprimorar. E entrar no mercado real com calma", aconselha Lima, Instituto Assaf.

Fonte: Agencia Estado


* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

A diferença entre investir e aplicar

Fabio Faria

Na economia existe uma distinção muito clara entre os conceitos de gastos e investimentos. Na linguagem usual existe também uma grande diferença uma vez que investimentos carregam uma conotação muito mais positiva do que gastos.

Mas até que ponto gastos usuais não podem ser encarados como investimentos? Devemos nos libertar da noção de que investir é necessariamente sinônimo de guardar dinheiro em uma aplicação financeira.

Um jantar fora com a esposa ou o marido pode ser um excelente investimento no casamento. Uma viagem um grande investimento em boas lembranças a serem compartilhadas com pessoas importantes. Um curso de especialização é um grande investimento pessoal e profissional (este é reconhecido até pela teoria econômica).

Muitos gastos trazem para nossa vida mais retorno que aplicações financeiras. Não se trata de um retorno quantificável, e são como aplicações com muito pouca ou nenhuma liquidez. Mas esses são atributos de aplicações financeiras, não de investimentos em você mesmo.

A economia é a ciência da felicidade. Esquecer da própria felicidade ao se decidir a forma com o suado dinheiro é empregado significa afastar-se do objetivo final do ser humano: ser feliz.

A virtude está no meio. É saudável priorizar uma aposentadoria, afinal a segurança financeira pode ser um fator muito relevante para a felicidade. É saudável planejar, aprender sobre finanças e buscar sempre um orçamento equilibrado. Mas é saudável também entender que a vida não começa na aposentadoria, e que a lógica de se avaliar o retorno sobre o um investimento vale também para a qualidade de vida no dia-a-dia, bem como a satisfação pessoal proporcionada por pequenos luxos e bons momentos.

Fonte: dinheiroetc.com.br

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Educação financeira começa cedo, com exemplos

Conrado Navarro

Algumas histórias são tão simbólicas que passam despercebidas diante dos olhos de muita gente. Suas lições, no entanto, são razão para profundas reflexões, especialmente quando nos damos conta de sua importância. Parte de meu aprendizado rumo à independência financeira surgiu a partir da observação, do conhecimento experimentado, do olhar atento ao que ocorria comigo e à minha volta. A história abaixo servirá de gancho para conversarmos mais sobre isso.

Eu devia ter uns quatro, cinco anos no máximo. Andava pelas ruas do bairro ao lado de meus pais, alguns amigos e seus pais. De repente encontrei alguns Cruzeiros (moeda da época) no chão, em notas amassadas, claramente perdidas há um bom tempo. Percebi o pequeno "tesouro" e ao abaixar para recolhê-lo, uma voz gritou: "Não pegue dinheiro assim. Não faça isso, dinheiro é sujo. O dinheiro está cheio de micróbios, bactérias e você vai ficar doente".

Pelo tom da voz, soube imediatamente que as palavras não vinham de meu pai ou de minha mãe. Era Dona Ana, mãe de Pedro, que apontava seu dedo para mim e começava a esboçar a reação típica de alguém preocupado, querendo saber quão grave havia sido minha descoberta e atitude. Eu estava fazendo algo realmente impróprio e indesejado segundo sua avaliação.

Com calma e elegância minha mãe colocou sua mão no ombro de Dona Ana e lhe pediu licença. Ao se interpor entre mim e ela, falou com serenidade: "Imagine, está tudo bem com ele Ana". Então virou-se para mim e disse: "Meu filho, recolha seu tesouro e vamos aproveitar para multiplicá-lo, como já o ensinei. Guarde-o com segurança e só então vamos lavar suas mãos".

Eu estava tranquilo, aquela não era a primeira vez que eu "farejava uma oportunidade". Ouvi os passos calmos de minha mãe em minha direção e continuei a trabalhar em uma forma de retirar o dinheiro sem danificá-lo. Quando chegamos em casa, algumas horas depois, fui correndo depositar meu tesouro no cofrinho dado pelos meus pais alguns meses antes.

Educação financeira começa cedo. Começa com o exemplo, com o apoio dos pais e com a crença de que o dinheiro não é, nem nunca será sujo. Aquele dia transformou minha vida por duas razões simples:

  • Eu podia confiar nos meus pais para realizar meus sonhos.Para uma criança, comprar um brinquedo e encontrar alegria em uma simples visita a um parque de diversões são metas ousadas, que exigem esforços de negociação, disciplina e algum dinheiro. Aprendi a valorizar a conquista porque era motivado a sonhar, mas também a valorizar (dar valor) o que desejava. Saber quanto custa é diferente de saber quanto vale. Uma criança só pode aprender isso com a ajuda dos pais;
  • Amor não significa proteger o outro de tudo. É certo que eu poderia ter desenvolvido alguma infecção, alergia ou coisa parecida ao tocar aquele dinheiro encontrado no chão. Mas estava em jogo uma lição mais importante, felizmente incentivada por minha mãe: nossas atitudes geram consequências, muitas delas frustrações. Viver em uma bolha não faz o tipo de quem quer ser independente financeiramente. Fui o tipo de criança que teve todo e qualquer tipo problema relacionado à curiosidade; aprendia e seguia em frente, sempre sob o olhar desafiador de meus pais.

Você, pai, mãe, já se deu conta do quanto ensina ao seu(s) filho(s) sobre dinheiro, finanças pessoais e investimentos através de seu comportamento, suas decisões e atitudes? Provavelmente não.

Você costuma negociar e pedir desconto quando vai comprar alguma coisa?Investe no futuro de sua família? Guarda algum dinheiro? Está endividado? Sua família observa tudo. E toma seu passo como modelo.

Você, filho, filha, já é capaz de observar suas decisões econômicas e compará-las ao que acontece em sua família, com seus pais? Simplesmente replica muito do comportamento familiar, sentindo-se em uma espécie de piloto automático?

Ou será que é capaz de discutir as opções, agregando valor à discussão, além de tentar provocar uma visão "fora da caixa"?

Como você percebeu, o texto de hoje é um convite. Precisamos ser mais responsáveis com a formação de nossos cidadãos. Você topa?

Crianças, adolescentes e jovens são parte do processo, o que traz enorme responsabilidade ao ambiente familiar, escolar e às amizades. Você tem se preocupado apenas com a educação formal ou tem agido de forma a ensinar também com suas próprias mudanças e melhores escolhas?

O futuro cultural, financeiro e familiar de uma geração pode estar amparado no que nós, adultos, fazemos agora, hoje. Geralmente está. Será que somos humanos demais para perceber isso?

Ora, justificar a inércia abusando de nossa natureza é abrir mão do verdadeiro amor que uma família deve carregar. Amar significa dizer "não" de vez em quando, ficar doente, "cair do cavalo". Amar significa ajudar o outro a se levantar, processar as lições e dar o próximo passo.

Não é de hoje que temos que aprender a lidar melhor com a frustração, os momentos tensos, decisões difíceis e responsabilidades. Ouvia muito minha avó dizendo que "as palavras ensinam, mas só o exemplo arrasta".
Que tal viver um padrão de vida sustentável, dentro de seus limites possíveis? Que tal olhar para o seu filho e ver nele um cidadão, alguém que você quer que melhore as coisas, que deixe um legado? Que tal começar a dar exemplos decentes, dos quais você realmente se orgulharia? Ainda dá tempo.

Compartilho com vocês um vídeo em que falo mais sobre a relação dos filhos com o dinheiro, mesada e exemplos dos pais. Espero que gostem.

Fonte: Blog Você Mais Rico, da Você S/A

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

5 dicas para reter profissionais talentosos

JOHN REED, DA COMPUTERWORLD/US

Durante a recessão, é provável que a sua empresa tenha trabalhado duro para manter os melhores profissionais. Agora que o cenário econômico mostra sinais claros de melhoria, os esforços para reter executivos são ainda mais vitais.

Funcionários altamente qualificados, que ficaram em posições seguras podem agora ganhar um novo olhar e função na companhia. Não espere perder um funcionário-chave da equipe para fazer da retenção uma prioridade. Abaixo, veja cinco formas de manter seus profissionais mais importantes envolvidos e motivados.

1. Forneça as ferramentas adequadas.Profissionais de TI que se sentem prejudicados por tecnologias ultrapassadas ou recursos limitados podem rapidamente se tornarem frustrados e entediados. Isso não significa que a companhia deva dedicar metade do orçamento para implementar as mais recentes soluções e gadgets. Mas isso significa que a companhia deve seletivamente investir em ferramentas que irão manter a equipe desafiada e estimulada. A liberdade para explorar tecnologias emergentes - mesmo aqueles que não têm ainda um benefício de negócios óbvio - pode gerar inovações.

2. Oriente sobre o trabalho deles.
Certifique-se de que os funcionários entendam o motivo do trabalho deles, não apenas saibam fazê-lo. Lembrar a sua equipe da importância da área em que a atuam para organização como um todo e, por sua vez, o impacto da organização no mercado. Ao iniciar um projeto, por exemplo, explique como cada um poderá ajudar os negócios a atender melhor os clientes e a cumprir as metas.

3. Mantenha o canal de comunicação aberto. Esperar que problemas sejam levados até o seu conhecimento pode gerar aborrecimentos. Solicitar a contribuição construtiva, não apenas no nível do grupo, mas também um a um é uma opção interessante. Se um membro da equipe parece relutante em dividir os problemas, cite um exemplo de uma dificuldade que foi superada, pois foi criada e dirigida desde o início. Mesmo que um obstáculo não possa ser resolvido imediatamente, dê voz aos que podem minimizar os prejuízos.

4. Atualização de remuneração.
Regularmente, reavalie salários e benefícios para se certificar de que eles estão em linha ou a um passo à frente dos padrões do mercado. Embora o salário não seja o fator mais importante para cada funcionário, pagamento inadequado é o caminho mais comum para anular os esforços de retenção de talentos.

5. Liberte seu potencial.
Para manter a motivação, os funcionários mais valiosos podem exigir mais liberdade do que possuem hoje. Conceda aos profissionais a liberdade de assumir riscos razoáveis e tentar novas abordagens aos projetos e problemas. Incentive ainda um ambiente em que falha ocasional é vista como um custo necessário para fazer negócios e crescer. Seus melhores funcionários irão gostar do desafio e desenvolver um forte senso de propriedade de seus trabalhos.

Métodos de retenção como esses não giram em torno apenas de incentivar os profissionais mais produtivos. Quando a companhia investe para manter a equipe envolvida - e estabelecendo a organização como um ótimo lugar para trabalhar – a empresa torna-se um local em que todos querem atuar.

Profissionais falam sobre seus trabalhos com amigos e colegas, as experiências e impressões e têm mais peso do que qualquer material de recrutamento. Esse cenário vai se tornar cada vez mais valioso já que a busca por talentos cresce em todo o mercado.

Fonte: COMPUTERWORLD

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma. 

“Matéria gentilmente recomendada pelo Sr. Bruno Cristiano de Jesus Araujo.”

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quando e quanto investir em ações

Antes de apostar em ações, investidor precisa avaliar seu perfil e reservar os recursos que serão destinados à Bolsa de Valores

Carla Falcão e Olivia Alonso, iG São Paulo | 21/03/2011 05:30

A regra número um para o investidor é ter consciência de que o investimento em ações é de longo prazo. Comprar uma participação em uma empresa significa adquirir uma fatia da companhia, ou seja, ser sócio. Como o objetivo é ganhar, é bom saber que este lucro pode não vir em curto prazo, já que as empresas podem ser abaladas por diversos fatores, internos ou externos. Em períodos maiores, a probabilidade de crescimento é mais provável. Mesmo que uma crise afete os negócios, há tempo para recuperar o capital.

Por essa razão, quem deseja apostar seu capital no mercado de renda variável deve saber que não basta ter as finanças pessoais equilibradas. O fato de ter uma reserva guardada no banco não significa que o investidor está pronto para abrir mão dos recursos por um longo período.

“É preciso estar seguro de que aquele dinheiro não vai fazer falta. Se a pessoa tem R$ 5 mil ‘sobrando’ na conta corrente, isso não significa que ela deva aplicar todo o capital na Bolsa. É preciso ter uma reserva para as contas do dia-a-dia e para emergências”, diz André Massaro, especialista em finanças pessoais e autor do livro Moneyfit.

O ideal, na opinião de Amerson Magalhães, diretor do Easynvest, é que o investidor já tenha aplicações em renda fixa – como em poupança, títulos do tesouro e certificados bancários – antes de começar a investir em ações. “Assim, se ele tiver um imprevisto e precisar do dinheiro, pode retirar das aplicações em renda fixa e não precisa correr o risco de ter que vender ações que estão com preço baixo no momento”, diz Magalhães. A sugestão dele é que o investidor tenha o equivalente a quatro meses de salário aplicado em renda fixa para, só então, começar a aplicar nos papéis de empresas.

Quando chegar momento, o investidor deve avaliar cuidadosamente seu perfil. Para tanto, existem diversos testes que medem o apetite (ou a aversão) a riscos inerentes ao mercado de ações. A partir daí, é possível definir em quais companhias e setores serão alocados os recursos. Em tese, os mais jovens e mais arrojados podem arriscar mais em renda variável. Para Raffi Dokuzian, superientendente da BanifInvest, o ideal é depositar no máximo 30% do capital em ações.

Enquanto isso, os mais conservadores e os investidores que estejam mais perto da hora de aposentar devem manter a maioria dos recursos em modalidades tidas como mais seguras, como as de renda fixa. “Quando faltarem cinco anos para a aposentadoria, o investidor deve migrar todo o dinheiro para renda fixa”, diz Dokuzian.

Fonte: iG São Paulo

terça-feira, 31 de maio de 2011

Novas regras dos cartões de crédito começam a valer a partir de amanhã

No dia 1° de junho entram em vigor as novas regras para o uso do cartão de crédito no país. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CNM), as operadoras de cartões de crédito (administradoras, bancos, lojas) só poderão cobrar no máximo cinco tarifas: anuidade, para emissão de 2ª via do cartão, para retirada em espécie na função saque, no uso do cartão para pagamento de contas e no caso de pedido de avaliação emergencial do limite de crédito. Segundo o Banco Central, atualmente existem no país mais de 80 tarifas diferentes sendo cobradas.


Essa nova regra será obrigatória para os cartões de crédito que forem emitidos a partir de 1º/6/2011. Para quem já tem cartão, as cinco tarifas admitidas passam a valer a partir de 1º/6/2012.
Outra regra para os cartões oferecidos é que eles também deverão seguir uma padronização, limitados a básico e diferenciado, nacionais ou internacionais. Aos cartões do tipo básico fica vedada a associação a programas de benefícios ou recompensas. Já para os cartões diferenciados é permitida a cobrança de anuidade diferenciada por estes e outros tipos de serviços. A anuidade do cartão básico deve ser, obrigatoriamente, menor do que a do cartão diferenciado.


Além dessas mudanças, outra medida vai chamar a atenção dos clientes: o pagamento mínimo da fatura mensal não poderá ser inferior a 15% do total da fatura. Já em 1º de dezembro de 2011, o valor mínimo corresponderá a 20% do total da fatura.


Os demonstrativos e as faturas mensais dos cartões de crédito deverão, ainda, trazer informações claras e separadas sobre os encargos cobrados, de acordo com cada operação realizada. Também deverá constar na fatura o valor a ser cobrado no mês seguinte, caso o consumidor opte pelo pagamento mínimo.


Em nota, o BC esclareceu que as novas regras visam assegurar um sistema financeiro sólido e eficiente para os brasileiros que utilizam o serviço. O que motivou as mudanças foi o grande número de reclamações por cobranças indevidas registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) que integra Procons de todo o País.

Fonte: Correio Braziliense

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pequenas despesas que levam a grandes dívidas

Identificar os pequenos gastos supérfluos do dia-a-dia é uma tarefa que exige controle rígido nos primeiros meses.

Carla Falcão, iG São Paulo | 28/03/2011 05:40

Ao assumirem a condição de endividadas e traçarem um plano para quitar suas dívidas, as pessoas em geral concentram suas atenções nas contas mais pesadas, como aluguel ou financiamento da casa, prestações do carro, mensalidades escolares e compras de supermercado. Mas, muitas vezes, a solução está nos detalhes que passam despercebidos.

Coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa, Ana Lidia Coutinho Galvão garante que os pequenos gastos são o terror do orçamento. Ela propõe um teste simples. “Ponha uma nota de R$ 100 na carteira numa segunda-feira e veja quanto tempo ela ficará lá, guardada, sem que você se anime a gastar aquela quantia. Na semana seguinte, ponha 50 notas de R$ 2 na carteira. Embora se trate do mesmo valor, as notas de R$ 2 desaparecem com muito mais facilidade que a de R$100”, afirma.

Ana Lidia, que presta consultoria para empresas que têm funcionários endividados, revela que já viu casos como o de um profissional que comprava CDs piratas no caminho do trabalho todos os dias. “Era uma compulsão. E o que representava apenas uma pequena despesa diária, se transformava em um gasto enorme ao final do mês”.

Por essa razão, quem precisa organizar a vida financeira deve começar anotando rigorosamente todas as despesas, da fatura do cartão de crédito, ao cafezinho de todos os dias, passando pela conta de água e luz. Registrados, os gastos podem surpreender.

Especialista em finanças pessoais, Erasmo Vieira lembra-se de um casal que certa vez queixou-se de não ter o dinheiro da gasolina e das despesas de alimentação para passar uma semana em uma casa de praia emprestada. Ao avaliar as despesas da família, ele percebeu que a mãe e o pai tinham por hábito comprar, todos os dias, um lanche na padaria para eles e os dois filhos. Os R$ 5 gastos diariamente somavam R$ 150 em um mês e R$ 1.800 no período de um ano. Dinheiro mais do que suficiente para passar sete dias numa casa de praia, diz Vieira.

A boa notícia é que ninguém precisa passar o resto da vida anotando rigorosamente todas as despesas. Com disciplina, basta registrar os gastos nos dois ou três primeiros meses. Se a pessoa é assalariada, despesas e receitas não mudam muito de um mês para o outro. No caso dos que têm renda variável, como vendedores e profissionais autônomos, vale anotar por um período maior que permita traçar uma média, como quatro ou cinco meses.

Educador financeiro, Álvaro Modernell diz que, após esse controle, fica mais simples realizar cortes que não sejam muito drásticos. Ele compara a tarefa de reduzir despesas à dieta alimentar. “Perder 20Kg em três meses é até possível, mas ninguém agüenta a dieta por muito tempo. Economizar é a mesma coisa. Deve-se ter algum nível de sacrifício, mas mantendo alguns pequenos prazeres. Caso contrário, a situação fica insuportável”, diz. Em resumo, se a sua família sai todos os finais de semana para comer fora e a conta está ficando muito cara, talvez valha a pena considerar a alternativa de uma rodada de pizza feita em casa. Pode ser mais divertido e, com certeza, será mais barato.

Fonte: iG São Paulo

* Essa matéria aqui apresentada foi retirada da fonte acima citada e cabe à ela o crédito pela mesma.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Controle Financeiro Pessoal – Guia Pratico (1): Onde estou gastando meu dinheiro?

O controle das finanças pessoais é um grande desafio para todos, pois apesar de parecer ser algo simples de ser realizado, acaba por ser aquele a que a maioria das pessoas da a menor importância. Se forem observados as dicas do Instituto Disop, dispostas no final deste artigo, observa-se que a primeira dica é “Nunca gaste mais do que você ganha”.  Bem, se você continuar a leitura dessas dicas terá uma visão geral de como “não gastar mais do que ganha”, todavia na prática, como começar a fazer isso? De maneira simples, o primeiro passo é conhecer suas próprias finanças, ou seja, é necessário saber exatamente quanto ganha e também quanto e em que  gasta o seu dinheiro, para que seja possível então realizar uma previsão e verificar no que deve economizar.
É obvio que sempre devem haver cortes de gastos desnecessários, então se você os conhecer comece imediatamente, todavia, caso não seja ainda possível, inicie organizando-se, de forma à começar um controle de todos os recebimentos e pagamentos que realiza todos os meses, para depois partir para um orçamento pessoal e para o corte de despesas desnecessárias.
Como começar este controle?
Se você não sabe por onde começar o controle, comece primeiramente levantando todos gastos que realizou no decorrer do mês anterior, por meio dos documentos pagos (boletos, faturas, supermercado etc.) depois faça uma relação, do tipo de despesa, data, destinatário do pagamento e valor pago e se essa despesa é fixa (ocorre todos os meses) ou variável (esporádica), como no exemplo abaixo:
Tipo Despesa Data Destinatario Valor Fixa / Variavel
Luz 03/03/2011 Eletrosul
57,00
Fixa
Supermercado 08/03/2011 Carrefur
450,00
Fixa
Computador Novo 09/03/2011 Casas Bahia
1.800,00
Variavel
Dizimo 10/03/2011 Minha Igreja
100,00
Fixa
Provavelmente após fazer esse levantamento, verificará que a soma das despesas “colocadas no papel” é menor do que as que efetivamente ocorreram. Caso isso tenha ocorrido, não se desespere, lembre-se que você está começando a sua organização para “gastar menos do que ganha”. Essas diferenças ocorrem normalmente pois no dia-a-dia são realizados pagamentos de pequenas despesas, das quais não são solicitados os comprovantes, como por exemplo, um cachorro quente, almoço, bala, cupom de estacionamento etc. De inicio, não será necessário controlar todas essas despesas de maneira separada, todavia será necessário saber precisar o seu montante e, não sendo elas o ponto comprometedor do orçamento, podem ser chamadas meramente de “Outras Despesas”.
Supondo que você ao tentar realizar o levantamento acima, chegou a conclusão de que as “Outras Despesas” comprometem seu orçamento. Nesse caso, comece hoje mesmo ao final de cada dia montar a planilha acima e após um mês já terá a base uma base de quanto e em que gasta.
Por fim, seguindo esses passos iniciais você conhecerá suas finanças e já terá base suficiente para começar a cortar gastos desnecessários. Nos próximos artigos, avançaremos para um controle financeiro efetivo, com a criação de um orçamento de receitas e despesas, controle de contas a pagar e a receber (fluxo de caixa projetado), mesclando esses itens com Softwares e Planilhas que ajudem nessa tarefa.
Abaixo expomos dicas publicadas pelo Instituto Disop, ao qual cabe o crédito pelas mesmas:
12 passos para controlar a vida financeira
1. Nunca gaste mais do que você ganha. Embora seja uma dica básica, muita gente esquece.
2. Faça levantamento dos ganhos e todos os gastos mensais. Assim é possível identificar os gastos e saber se foram necessários ou não.
3. Lembre-se dos imprevistos. Desemprego, doenças, não têm hora para acontecer e é preciso ter uma reserva para estes casos.
4. Pense antes de comprar! Muitas pessoas compram por impulso. É importante pensar se o produto é necessário, se o preço é bom, se cabe dentro do orçamento e se aquele dinheiro não vai fazer falta para comprar algo mais importante.
5. Compre à vista. Ao invés de pagar em 24 vezes, se economizar o valor da prestação por 12 a 15 meses, terá dinheiro para comprar à vista, quando normalmente dão desconto de 10%, e assim pode economizar quase 50%.
6. Procure nunca usar crédito ou dinheiro emprestado. No Brasil, com as maiores taxas de juros reais do mundo, para quem não tem controle sobre seu orçamento, isto é um suicídio financeiro.
7. Se o uso de crédito ou empréstimos for inevitável, faça pesquisa em bancos e financeiras e peça demonstrativos com valores que serão usados, juros que serão cobrados e os valores a serem pagos para ter certeza se é bom negócio e qual a melhor opção.
8. Diminua ou elimine os supérfluos. Gastar em bobagens que trarão satisfação momentânea pode trazer dores de cabeça no futuro, pois pode faltar recursos para pagar produtos e serviços importantes para você e a família.
9. Economize. Faça uso racional de tudo, desde energia elétrica até a alimentação. Excesso de consumo reflete no excesso de gastos.
10. Pesquise preços. Algumas horas de pesquisa podem significar a economia de muitos dias de trabalho.
11. Troque dívidas mais caras por dívidas mais baratas. Não pague conta de loja, que tem juros de 2% ao mês com o cartão de crédito que tem juros de 12% ao mês. Faça-o somente se tiver o dinheiro para pagar o total da fatura no final do mês. Assim, mais vale ficar com a dívida da loja em aberto e quitar o cartão do que usar o cartão e criar bola de dívidas.
12. Aproveite os finais de ano para quitar dívidas. Nesta época, os credores precisam fazer caixa e ficam mais abertos a dar descontos para quitação de dívidas, que podem chegar a 90%.
Fonte: Instituto Disop
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